Voluntariado – Viva mais e seja mais feliz!

Uma reportagem recente na televisão francesa foi dedicada a como viver uma vida longa, saudável e o que é preciso para se sentir realizada e completa. É claro que parte do programa abordou os temas mais óbvios como uma alimentação correta, exercício físicos e assim por diante, mas os especialistas – pesquisadores, médicos, psicólogos, filósofos e homens e mulheres com mais de 40 – enfatizaram repetidamente a importância do trabalho voluntario.

Todos elogiaram os benefícios de “retribuir “para a sociedade, fazendo o bem para se sentir bem, útil, esperançosa e cheia de vida.

Passei por minha parcela de desafios na minha vida. Mas eu tenho muito a agradecer quando reflito sobre a bondade  de estranhos e amigos- pessoas que sabem retribuir ou poderíamos também dizer,compartilhar.

Na verdade, a ciência nos diz que quando fazemos o bem, nos sentimos bem.Concordo!

Alguns dizem que o voluntariado, por exemplo – pode manter-nos jovens, que envolve emoções e habilidades cognitivas de maneira positiva.

Este artigo recente da Sociedade de Alzheimer do Canadá descreve os benefícios do voluntariado:

“Manter o seu cérebro em forma é outra razão importante para o voluntariado, e um cérebro saudável é essencial para um envelhecimento saudável. Voluntariado pode realmente ajudá-lo a envelhecer bem e reduzir o risco de doenças relacionadas à idade tais como demência e Alzheimer.”

Não estamos sempre procurando maneiras de retardar nosso próprio processo de envelhecimento – ou pelo menos, os seus efeitos nocivos? Se o voluntariado reduz o risco de doenças relacionadas à idade, não é apenas mais uma razão para considerá-lo?

O que faço quando eu estou triste ou preocupada?Vou ajudar alguém. Invariavelmente, eu me sinto melhor comigo mesma – mais valiosa, mais energizada, mais eu mesma – e meus problemas parecem encolher a um tamanho mais fácil de lidar.

Como podemos ajudar?

Creches,escolas e hospitais em nossas comunidades precisam de voluntários.

Fazer parte dos programas de voluntariado da instituição espiritual que frequentamos.

As pessoas mais velhas poderiam se beneficiar de nossa empresa e nossa assistência.

Imigrantes recém-chegados podem precisar de ajuda.

Os programas de alfabetização de qualquer idade são inestimáveis.

Nós podemos ajudar a angariar fundos por telefone para nossa instituição de caridade favorita.

Podemos resgatar animais de estimação, e ajuda-los a encontrar boas casas.

Lembre-se que o voluntariado não é apenas trabalho físico.Você pode ajudar quem precisa com suas habilidades em marketing, finanças, contabilidade, etc. Até mesmo algumas horas por semana pode fazer uma enorme diferença para uma organização sem fins lucrativos.

Talvez você seja uma scrapbooker ou uma fotógrafa e possa ajudar alguém com isso.

Fazer o Bem nos faz bem

Pode ser demais, mas acredito que cada um de nós pode fazer o bem. Também acredito que, mesmo quando a vida parece louca e super corrida, quanto mais você fizer, mais você pode fazer.

Estou absolutamente certa de minha capacidade de continuar aprendendo e contribuindo, e eu tenho toda a intenção de continuar a fazer as duas coisas.

Todos nós podemos ainda aprender. Todos nós podemos ainda contribuir …

Estou continuamente impressionada com a força, graça, compaixão, inteligência e capacidade de ajudar das mulheres que eu encontrei nos últimos tempos desde que comecei a voluntariar – mulheres excepcionais cuja sabedoria não está na imprensa, cujo heroísmo cotidiano para cuidar da família e trabalho não vão premia-las com nenhuma medalha especial, mas que me inspiram e me fazem lembrar que precisamos honrar uns aos outros.

Parte de honrar uns aos outros –no meu entendimento – é se recusar a tornar-se o que os outros esperam que sejamos com 40,50 60 ou 90 anos. Mas, sim, nós podemos  nos “reinventar” a partir de um processo de avaliação periódica, ficando com tudo o que aprendemos, jogando fora o que não importa mais, tornando-se quem sabemos que podemos ser, e ainda retribuir para o mundo.

Chego a conclusão que  mulheres de uma certa idade são uma força a ser reconhecida – femininas e lutadoras – de muitas maneiras. Às vezes as nossas melhores reinvenções são aquelas que têm menos a ver com “nós” como indivíduos, e mais a ver com “nós” – como uma família humana global.

Acredito que o voluntariado é uma prática maravilhosa, mas quando você está lutando para sobreviver financeiramente ou quando você está doente  esse é o momento para aceitar ajuda.Assim você está permitindo que outros se sintam bem por ajudar.

Gostou?  Você é voluntária? Como você retribui para o mundo?

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4 respostas em “Voluntariado – Viva mais e seja mais feliz!

  1. olha que interessante o texto extraído do uol:
    Altruísmo ativa região de prazer do cérebro

    Um estudo liderado pelo neurocientista brasileiro Jorge Moll Neto, pesquisador do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, traz agora uma nova explicação.
    Ao fazermos uma boa ação, segundo ele, acionamos no cérebro o sistema de recompensa (“brain reward system”). O mesmo que se acende em situações de prazer, como comer chocolate, fazer sexo, ganhar dinheiro ou consumir drogas.
    A pesquisa publicada na revista PNAS, foi feita com 19 voluntários submetidos à ressonância magnética funcional enquanto tinham de decidir o que fazer com os US$ 128 que haviam acabado de receber: se guardavam para si ou doavam para alguma instituição filantrópica.
    A ressonância mostrou que a simples doação ativava tanto o sistema de recompensa como uma outra parte do cérebro conhecida como córtex subgenual, relacionado às ligações duradouras entre as pessoas.
    Quando fazemos uma doação, nosso sistema de recompensa (mesolímbico dopaminérgico) é ativado, assim como o córtex subgenual, que é a região envolvida com o apego social, com a formação de laços afetivos de longo prazo, como o que ocorre entre mãe e filho, entre casais e entre amigos.
    Segundo Moll em entrevista a um grande jornal paulistano, descobrimos que temos em nossa biologia uma predisposição a valorizarmos a doação. Mas é claro que existem diferenças entre as pessoas, que só podem ser explicadas pela variabilidade genética: uns são mais capazes de sentir empatia que outros. Em um extremo, temos os psicopatas, incapazes de se ligar tanto a pessoas quanto a normas sociais. Do outro lado, temos os exemplares morais, como aquelas pessoas que enfrentavam riscos enormes para salvar os judeus na Segunda Guerra. Mas se olharmos uma sociedade como um todo, é claro que a cultura faz diferença. O sistema de valores de um povo é capaz de encorajar as pessoas a terem atos mais altruístas ou mais agressivos. Dependendo da cultura, ela vai estimular representações cerebrais que podem promover comportamentos socialmente mais louváveis. Quando o contrário ocorre, há muita injustiça, as pessoas se voltam para princípios muito mais elementares de sobrevivência individual.
    No entanto, o importante desse estudo é que ele mostra um princípio: que temos mecanismos cerebrais que explicam emocionalmente porque uma pessoa faz coisas altruístas mesmo sem nenhum ganho pessoal, nem mesmo de visibilidade social. O problema é quando a estrutura social não oferece nem oportunidade de a pessoa tentar fazer alguma coisa. E aí não importa que o cérebro diga que fazer o bem é bom, porque não vai adiantar.
    A sociedade sempre criticou a famosa “corrente do bem”, com ressalvas e preconceitos. Muitos cientistas sempre foram incrédulos a ela, mas, no estágio atual, os exemplos motivam mesmo. Na pesquisa coordenada por Moll, só de pensar em fazer o bem os voluntários já ativavam o sistema de recompensa e liberavam uma carga de dopamina (neurotransmissor envolvido na sensação de bem-estar). Uma vez que a neurociência compreende os mecanismos por trás disso, percebemos que é fato, que temos um sistema cerebral que estimula o altruísmo. Então passa a ser uma verdade biológica, embora sem intenções reducionistas.

    tudo o que eu já sabia….bjo e sucesso!!!

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